domingo, 4 de julho de 2010

Sorte de Principiante não, é Talento mesmo!!! Os fatos não mentem...

Fala galera desta vez vou escrever sobre algo que há muito tempo estou devendo...o tal do rally, ou melhor, dos rallies porque agora já passaram dois né?! Mas sabe que foi até bom ter demorado tanto (tipo 2 meses) pra escrever, porque meus amigos...o primeiro foi um desastre...Tá não foi um desastre total, mas agente foi muito mal...Agora em compensação no segundo, aí sim agente mostrou a que viemos...

Um pouco do que rolou em cada:

Rally Uberlândia - A viagem em sí foi tranquila, fizemos um pit stop na casa da minha mãe, filamos o rango uns lanchinhos pra viagem e aí fomos nós. Chegamo em Uberlândia a tempo para o briefing, adesivagem, e outras orientações. Durante a prova rolou comédia e stress claro. Antes de tudo quero deixar claro que em ambos os rallies eu estava de TPM, mas quem estressou mesmo foi o competitivo do Xingu!!! hahahaha
A comédia se deu ao fato de que, como nunca tínhamos participado agente teve que esquematizar como passar os dados da planilha, e tipo, no começo agente ensaiou um texto altamente detalhado aí quando vinham os trechos curtos, não dava tempo de falar tudo. Agente achava que tava perdido quando num tava, um carro prendeu agente, levamos poeira a bessa na cara, mas no fim da corrida agente já estava se entendendo... a química já tava rolando hehehe...
O problema foi a recompensa...lavar o carro na casa da minha mãe. Tinha tanto pó, que quando agente ligou o ventilador veio uma nuvem de pó pra dentro do carro...A lavagem durou nada mais nada menos que 5 horas, isso porque não rolou a cera, imagine se tivesse rolado... Gente fiquei quebrada!!!

Rally Londrina - Nesse sim o stress pegou, mas como sempre o estressado foi o Xingu...O stress já começou antes de chegar no ponto de adesivagem, primeiro porque o cabeção anotou o endereço errado e pra chegar mesmo no endereço errado foi complicado...o povo de Londrina queria participar, tirava o papel da minha mão, lia, divagava faziam um montão de perguntas e no fim nunca sabiam o endereço direito...Agente quase perdeu a inscrição, mas no fim deu certo...
No dia seguinte de manhã rolou que eu passei mal, vomitei, me senti fraca e fiquei rouca, pensei em quase desistir, mas já tava lá, tinha viajado 1200 Km...
Durante a prova rolou uns dois estresses taabém, um porque eu falei alto quase gritando e o Xingu achou que eu tava brava com ele e deu showzinho, o segundo foi porque o odômetro do carro tava com problema ( e que culpa tenho eu ???) e aí o menino ficou nervoso de novo...
Mas, mesmo assim tchãdam: FICAMOS EM 3o LUGAR!!!!!
Claro que depois também rolou a fomosa lavagem do carro , que nem tinha ficado tão sujo, mas levou muito mais tempo porque o meninão resolveu passar cera e lustrar...Fiquei quebrada de novo, nem precisava falar né?!

Então vai aqui o comparativo dos dois Rallies:

Primeiro Rally - Uberlândia....................Segundo Rally - Londrina
número de participantes = 127...............número de participantes = 73
carro número 263.....................................carro número 183
tempo de prova = 4 hrs............................tempo de prova = 4 hrs
pontuação = 46000...................................pontuação = 1030
colocação = 101..........................................colocação = 3 Lugar (Ae!!! Subimos no pódium)

Só pelo comparativo já deu para ver que a curva de aprendizagem é bem alta, mas eu sinceramente acho que é talento!!! rs...

E pra finalizar aqui vão os filminhos:

Rally Uberlândia





Rally Londrina









Rally BH, aguarde!!!! Nós vamos detonar...a meta agora é o 1o lugar!!!

sábado, 19 de junho de 2010

Memórias...

Ontem a noite voltando do trabalho, peguei o 125 sentido Rio Sul, sentei no fundo e lá fiquei olhando a rua, sem pensar em nada, cansada do trabalho da semana... Em algum momento, não me lembro exatamente qual, passei a reparar em uma senhora sentada na minha diagonal esquerda.
Ela estava com algumas sacolas em seu colo, e de uma delas ela havia tirado umas 20 canetas dessas que vende no camelô, olhando uma por uma, todos os detalhes, virando de um lado, do outro, comparando-as... De inicio imaginei que a própria seria um camelô e que iria tentar vender as canetas na porta do Rio Sul e então voltei a observar pela janela o transito no centro do Rio de Janeiro.
Mais adiante, quando passávamos pelo aterro do Flamengo, notei que a mulher havia tirado uma camisa verde-amarela do Brasil de uma das sacolas, e da mesma forma que havia olhado as canetas ela olhava a camisa, reparando em todos os detalhes, etiqueta, costura, símbolo...em seguida ela guardou esta camisa e tirou uma outra branca e azul e da mesma forma, com o mesmo cuidado ela examinava a camisa...Passei a observá-la e de repente vi um certo amor , um certo carinho nos olhos dela ao examinar a camisa...
Comecei a imaginá-la comprando a camisa para dar de presente para seus filhos e as canetas para seus netos, depois de um dia duro de trabalho, gastando seu dinheiro suado e pela aparencia dela até talvez escasso, e que agora ela examinava tudo sonhando com a cara de felicidade das pessoas que iriam receber os presentes... Vira e mexe eu me pego fazendo isso, imaginando com é a vida das pessoas anônimas que passam ao meu redor.
Mas ontem ao imaginar isso lembrei de uma cena da minha infância...Era mais ou menos por volta de 1992, uns dois anos após a morte de meu pai. Eu tinha 8 anos e minha irmã 6. Minha mãe estava desempregada e as coisas andavam bem difíceis para nós. Meu avô se recusava a ficar conosco para que minha mãe trabalhasse, pois alegava já ter criado os seus 6 filhos, e minha mãe não tinha como manter uma empregada ou babá para ficar conosco.
Nesse dia, minha mãe tinha ido a São Paulo resolver alguma coisa a respeito da pensão devido à morte do meu pai, e nós, eu e minha irmã ficamos em Casa Branca. Durante o dia fomos à escola, como de costume e à tarde fomos para casa de uma tia avó, Tia Teresa, irmã da minha já falecida avó materna.
Antes de sair de São Paulo, minha mão ligou para casa da tia Teresa para saber se estava tudo bem conosco e avisar a que horas ela ia chegar e disse que ia nos trazer lápis de cor de presente.
Não sei a minha irmã, mas eu fiquei bem feliz ao saber que ia ganhar lápis de cor, eu nunca fui muito boa em desenho e pintura, mas nessa idade as crianças adoram pintar e eu não era diferente das demais...Eu me lembro que passei o resto da tarde e inicio da noite, até a chegada da minha mãe, a imaginar como seria a caixa de lápis de cor que ela ia me trazer, se era de 24 cores, ou de 36, quantos verdes teria e quantos azuis, pois sempre gostei muito dessas cores...E assim fiquei com aquele sorriso de canto sonhando com a caixa de lápis de cor...
No entanto, quando minha mãe chegou e me deu o presente fiquei tão decepcionada...a caixa de lápis de cor era muito menos do que eu esperava, era uma caixa de lápis de cor comum, de 12 cores, dessas baratinhas que vendia no supermercado, da qual eu já tinha um monte e sem nenhuma cor diferente. Os lápis eram duros e toda hora quebravam a ponta...Mas por incrível que pareça, eu tenho esses lápis de cor até hoje, é verdade que já estão bem gastos e já perdi alguns, mas ainda os guardo como recordação, pois passada a minha decepção, a realidade bateu à porta.
Assim como aquela mulher no ônibus de ontem parecia estar sonhando com a felicidade dos que ama ao receber o presente, não tenho dúvidas de que minha mãe veio no ônibus de São Paulo para Casa Branca, cansada do dia e também sem muita grana, pensando em ver os sorrisos meu e da minha irmã, se sentindo culpada por não poder dar mais, por não poder nos dar mais atenção, por tudo o que estavamos passando e sonhando com uma vida melhor. Embora ela quisesse nos dar o melhor dos lápis de cores, aquele era o que ela pdia nos dar e com grande esforço, diga-se de passagem. A intenção era apenas nos ver sorrir, nos ver feliz e nada além disso seria mais satisfatório pra ela...
Ao lembrar de tudo isso confesso que me emocionei bastante, porém era chegado o ponto final, a aula de pilates me esperava. Mas hoje de manhã acordei pensando nessa mulher, na minha mãe e em todas as outras mães que batalham o dia todo, as vezes uma vida toda só para chegar em casa e ver o sorriso dos filhos e fiquei pensando como será quando chegar a minha vez...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

CENAS (IR)REAIS DE UM MUNDO REAL

Hoje vou contar a vocês a cena que vivenciei semana passada.
É impressionante o que pode acontecer a uma pessoa educada numa sexta-feira, saindo do metrô no horário de pico (às 9 horas da manhã) no Rio de Janeiro.
Eh Oh Oh Vida de Gado...
Estava eu saindo do metrô tranquilamente, sonhando com o fim de semana, eu diria até feliz pois amanhã seria sábado, me deixando levar pela correria da multidão. Para quem nunca vivenciou o momento em que o metrô do rio de janeiro chega na estação Carioca (centro da cidade) às nove horas da manhã, a sensação que se tem é de que abriram a porteira e o gado (nós) vem a toda para subir as escadas, atropelando tudo e a todos, na maior euforia.
Melhor idade, menor maturidade...
No meio desse empurra- empurra, avistei loga a minha frente um velhinho de uns 70 anos, todo tranquilo, lendo o seu jornal na frente da escada rolante. Quando ele viu aquela multidão correndo na direção dele, ele logo se apressou para subir na escada rolante. O detalhe é que o velho ficou no meio da escada, ou seja, sem dar passagem aos mais apressadinhos, sem apoiar no corrimão, tranquilamente a ler o seu jornal.
Balança mas não cai...
O problema, é que as pessoas estavam com pressa e davam o seu jeitinho para ultrapassar o velhinho e continuar a corrida, e eu bem atrás dele pacientemente...Foi quando alguém passou esbarrou nele, não vi direito, pois qdo vi o velho estava quase caindo e eu e uma garota do lado dele tentávamos ajudá-lo a ficar em pé.
Gentileza nem sempre gera gentileza...
Ao sair da escada, fui atrás do velhinho para perguntar se estava tudo bem, se ele precisava de ajuda e qual não foi a minha surpresa...O velho gritou comigo, me mandou pro inferno, e ainda disse que ia enfiar a mão na minha cara, e de fato levantou as mãos para tal. Se não fosse um garoto que acompanhou a cena intervir, eu teria apanhado do velho!!! Dá pra acreditar???
Pois é nem eu acreditei...
Bem vindo à realidade...
Gente, juro, saí do metrô achando que meu relógio ia despertar e eu acordaria. Tudo bem que o velho ficou assustado porque quase caiu, mas eu não tive culpa, e mesmo que tivesse, eu o ajudei a se levantar e em seguida fui perguntar se estava tudo bem, e aí, simplismente quase apanho...Aposto que se fosse um marmanjão o velho ia dizer:"Num foi nada meu filho..."
Velho machista!
Pós-conceito...
Depois disso tudo, eu que já tinha várias ressalvas com os velhinhos, agora então...
Se eu vir um velho(a) cair na escada rolante eu passo por cima e deixo rolar... Não por que não passa de um velho, mas vai que eu apanho depois né?!
Sério, depois fiquei pensando, porque um velho aponsetado, que não tem nada para fazer, resolveu pegar o metrô justo no horário de pico? Se ele esperasse mais 20 minutos já estaria mais tranquilo!
Respeite os mais velhos...
E ao pensar nisso me lembrei de todos os velhinhos, folgados, que tem o dia todo pra ir ao banco, mas vão na hora do almoço, único horário que quem trabalha pode ir ao banco, e exigem atendimento preferencial.Lembrei também dos velhos que reclamam da falta de respeito dos mais novos, mas são incapazes de se levantarem do seu banco preferencial para dar lugar a uma mulher grávida ou com criança de colo, mesmo que tenham acabado de fazer 60 anos ou tenham uma ótima saúde ou vão saltar na próxima. Lembrei disso e de muitos outros fatos, que somados ao que vivi me fizeram concluir que esse lance de respeitar os mais velhos só pode ser piada neh?!
Eu respeito sim, todos os cidadãos, mas desde que seja mútuo, caso contrário, como diria meu amigo Torão: "Ema, ema, ema, cada um com seus problemas".

domingo, 9 de maio de 2010

Piadinhas infames...e reais!!! Hahahahaha

Bom antes de lançar as piadinhas, só uma breve explicação para aqueles que não me conhecem, porque os que me conhecem sabem que eu adoro fazer piadinhas de última categoria...daquelas infames e ridículas e também que eu me mato de rir das mesmas...
Então, para aqueles que me conhecem e estão longe, com saudades das minhas piadinhas (Má tb tô com saudades de vc viu?!) lá vão duas piadinhas que rolou esse mês e que tipo, sempre que eu me lembro eu me mato de rir do nada!!!

Num bate papo no msn há um mês atrás...

Eu- Se minha CNH sair, quando eu for pra Casa Branca de novo vou te chamar pra tomar um sorvete!
Bielcello - Pode ser, mas é que eu não gosto muito de doce...
Eu- Ah! então pede uma bola de sal !!!! huahauhauhauahuahauhaua....

Duas horas de pois: hauhauhauhauhauhau...

Cara há muito tempo não ria tanto de uma coisa tão idiota, e o pior é que depois a gente ficou viajando, e rindo muito claro, imaginando agente chegando na sorveteria e pedindo : Por favor uma bola de sorvete de cochinha...E a atendente vinha com uma cochinha em cima da casquinha e perguntava: Catupiry? Ou então: Por favor, um sorvete de kibe, e a atendente: Cru ou assado?
Hauhauhauhaua...Muito loko!!!Ainda ontem lembramos disso e nos matamos de rir de novo!!! Que ridículo!!!



Indo pro Rally de Uberlândia há uma semana atrás...

Xingu - Bem, preenche as fichas do rally pra ir adiantando...
Eu - Tá bom. Como é o nome do seu pai?
Xingu - Josino
Eu - Josino?
Xingu - É... Josino com J.
Eu - Dã claro neh?! pq se fosse com G seria Gosino hauhauhauhauhauahuahuahauhau...Se seu pai chamasse Gosino ele seria muito gosado!!! hahahahaha

Minutos depois e ainda: hahahahahahahahaha...

Bom gente é isso, só pra matar as saudades mesmo...sei que estou devendo uns posts, mas toh me recueprando de uma gripe braba!!! Em breve voltarei a toda!!! Bjos fui...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A mão que balança o berço X O crime do Padre Amaro


Recentemente a mídia vem destacando vorazmente o crimes de pedofilia cometidos pela igreja católica e o caso da babá que agrediu e abusou sexualmente de uma crinaça de 7 meses (o que também enquadra-se no ato de pedofilia). Tenho acompanhado muitas reportagens sobre o tema, debates e discussões na internet e cada vez mais fico chocada com o que leio e ouço, por isso resolvi registrar aqui a minha indignação.
Ora ora, não é de hoje que crimes como estes são cometidos pela sociedade sem que nenhuma providência seja tomada, apenas falácias, demagogia, hipocrisia e preconceito deliberado. Ainda não li uma matéria sobre o assunto que atingísse de fato âmago da questão e analisásse-a friamente, sem todo o sentimentalismo e moralismo imposto pela sociedade.
Em um debate sobre o tema, na rede MTV, uma estatística mambembe foi feita demostrando de uma forma bem simplória o número de casos de pedofilia na igreja em comparação com o número de casos de pedofília na sociedade como um todo, sugerindo que há mais casos de pedofilia na sociedade que dentro da igreja católica.
Embora não seja católica e nem esteja aqui para defender nehuma bandeira, esta estatística me parece conveniente, uma vez que psicólogos e psiquiátrias da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmam que a pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual. Sendo assim nada teria a ver com o Celibato.
Não teria e não tem a ver, uma vez que há também casos de pedofilia que vieram à tona, em outras ceitas religiosas com o caso do Pastor de uma Igreja Evangélica (que não pratica o celibato), Ronaldo Ennes Euzébio. Outro fato a ser destacado é que em menos de quinze dias explodiu na mídia dois casos de pedofilia não cometidos por padres: O caso da babá que abusou do bebê de 7 meses e o caso do psicopata que abusou sexualmente e matou 6 adolescente no interior de Goiás, lembrando que este foi reincidente no crime.
Fazendo um crítica aos comentários ,digamos que desinformados, sobre o tema, os quais tenho lido recentemente, também não dá pra dizer que a causa da pedofilia é a condição socio-cultural nem o baixo salário que as babás recebem, pois temos ainda, ao longo dos anos muitos outros casos de pedofilia cometidos por pessoas de classe média-alta, de alto nível cultural, como por exemplo o caso do austríaco Josef Fritzl que chocou o mundo.
Outros comentários que vem me tirando do sério são as punições, em sua maioria preconceituosas, que são sugeridas pelos "cidadãos" como pena de morte, tortura, perseguição, prisão perpétua, etc. Reforçando o que diz a OMS, pedofilia é uma doença que não escolhe nichos, logo não pode ser apenas tratada como um crime que agride a sociedade e nem com preconceito, mas sim com ajuda médica: tratamento psicológico/psiquiátrico, caso contrário não haveriam reincidentes no crime. No entanto ainda não há no Brasil uma estatística realista sobre os casos de pedofilia, já que o tema é delicado e muitos não fazem denúncia, e nem todas as denúncias entram para uma estatística. Também não há um estudo aprofundado que possa determinar o perfil de um pedófilo para posterior tratamento. Aqueles que estudam psicologia e/ou psiquiatrária sabem o quão difícil é traçar um perfil psicológio em casos de distúrbios da mente. Para aqueles que não são da área recomendo o livro MENTES PERIGOSAS: O PSICOPATA MORA AO LADO - Ana Beatriz Barbosa Silva, onde é retratado um pouco da dificuldade em se detectar características psicopáticas e mais ainda em se afirmar um caso de psicopatia.
Finalmente, os comentários que mais me deixaram indignada, foram aqueles que sugerem, com outras palavras, que os pais são culpados pelos atos de pedofilia cometidos contra seus filhos, por não ficarem em casa cuidando destes e sim deixá-los nas mãos de babás ou mesmo na igreja, para irem trabalhar. Não, sério dá para acreditar que alguém teve a coragem de expor um comentário desses!!! Cara em que mundo as pessoas vivem? Acho que não é o mesmo que o meu...Há muitos e muitos casos de pedofilia e abuso sexual dentro de casa, cometido pelos próprios pais e/ou familiares, não só de pedofilia, como de agressão física/moral/sexual, entre outros crimes e, na verdade, estes são os casos mais difícies de virem à tona e de serem resolvidos, pois há não só toda uma questão familiar por trás, mas também uma coação das vítimas a sofrerem caladas, como o próprio caso do austríaco citado acima. Para aqueles que não se lembram, ele manteve a própria filha presa por 24 anos, abusando sexulamente dela e agredindo-a.
Eu concordo que os pais hoje em dia tem deixado a educação dos filhos nas mãos de terceiros, mas não podemos culpá-los por isso. Você desconfiaria que seu filho corre risco de ser abusado sexualmente ao sair de casa para trabalhar e deixá-lo na igreja para aprender os ensinamentos de Deus? Ou melhor, Você desconfiaria que seu filho corre risco de ser abusado sexualmente ao sair de casa para trabalhar e deixá-lo com o pai? Essa relação não é linear, como disse anteriormente, pedofilia é uma doença, não dá pra viver desconfiado desse jeito. O que falta aos pais, em geral, é uma maior atenção ao comportamento dos filhos, pois estes tipos de abuso deixam marcas físicas e psicológicas na criança. Um pai presente, ou seja, um pai observador percebe quando há algo de diferente com o seu filho por mais sutil que seja essa mudança, mas não dá pra vigiar ninguém 24 horas, embora hoje os recursos para isso sejam muito maires que no passado, e mesmo com toda a tecnologia que temos hoje, não há Big Brother sem edição. E se a culpa realmente fosse dos pais que saem para trabalhar e deixam seus filhos com babás, em escolas, ou mesmo na igreja, como é que se explicaria os casos de pedofilia cometidos no passado, quando a mulher ficava em casa cuidando do lar e da familia?
Por fim, a mensagem
que gostaria de deixar aqui é que: sim é saudável e natural que as pessoas tenham opiniões e visões diferentes sobre um determinado tema, que defendam a sua verdade, mas antes de atacar uma classe toda, de insuflar o preconceito e de apontar os culpados, pelo menos analisem friamente o assunto, leiam sobre o tema, busque as raizes do problema, ao invés de comprarem a idéia de terceiros e saírem falando um bando de bobagens, ridicularizando ainda mais a "elite penasante" brasileira, que tem acesso a livros, TV, jornal e internet, ao fazer esses comentários, neh?!
Por favor, se você acha que os pais tem que parar de trabalhar para poder ter filhos, ter mais critério ao escolher a babá, investigar o histórico do padre, pastor ou qualquer outro guia religioso, antes faça uma análise crítica de sí mesmo e veja qual foi o critério que usou ao levantar qualquer bandeira e defendê-la. É o mínimo que um cidadão pode fazer!