sábado, 3 de fevereiro de 2018

“B”

Ele se define como um típico ariano
Mas possui tantas nuances que eu fico a me perguntar 
Quem é ele?
Um historiador, um contador de histórias, ou fazedor de história?
Um geoscientista do método, da teoria ou da aplicação?
Uma palavra em desuso, uma gíria ou um neologismo?
Você é verbo, sujeito ou predicado?
Objeto direto, oculto ou indeterminado?
Plural, singular, ou coletivo?
É poeta, poesia ou inspiração? 
É de perder o fôlego, tirar suspiro ou prender a respiração?
Corpo quente, coração palpitante, num para um instante.
E agora ariano?
Você que jura que é fogo, me diz

Arrisco botar a mão ou não?

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Jealousy

I didn’t ask 
Not because I was afraid he could lie
Whatever it was 
I don’t even have how to prove 
If it was true 
Or if it was untrue 
I didn’t ask
Because I was afraid 
Afraid what I was wondering was true
And he would took the courage 
To tell me he was seeing someone 
That he had moved on
And I was nothing

But another one

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

LearnIng how to be a heartless being

It was an oversight
A memory lapse
A failed act
There was no reason 
Consciousness
Or purpose 
I just forgot my heart there, with him

Didn't realize till I needed it back
Till started hurting
(Yeah, I had forgotten also that love hurts)
Till I figured out I couldn't control its beats anymore

I can't blame him
He hadn't ask for it
He haven't stole it
He might even haven't noticed I left it there

It's not his fault
I didn't give him as gift
Or left it there, at the center of the table to be found
I don't even remember exactly when and where I left it
All I know is that when I was back I was missing it 
I must have forgotten it there, with him

And I want to ask him to bring me back
Because I miss him 
Because this absence of him hurts
Because I'm afraid I won't see him anymore

And I'm afraid to ask him to bring it back me
I don't want him to know that I let my defenses down
I don't want him to see how little is my heart
I don't want him to know how cold and hard I can be

Maybe I should just let it go
Start to get used to live without him 
Learn how to be a heartless being

After all, who needs a heart when you are so afraid to love?

segunda-feira, 6 de março de 2017

Foi um leitura longa, demorada, pausada, eu diria até interrompida.
Interrompida pela tua ausência se fazendo presente toda vez que a palavra falta no texto aparecia.
Interrompida pela lembrança de ter você em meus braços toda a vez que a palavra juntos era lida.
Interrompida por um sorriso bobo toda vez que as palavras amor, felicidade e suas correlatas saltavam entre as linhas.
Interrompida por longos suspiros quando as palavras longe e distante se infiltravam nas frases escritas.
E ao final da leitura, um livro curto e intenso de final positivo e esperançoso, quis te escrever: "Como é bom sentir saudades de você"; assim mesmo, em bom português.
Mas você não iria entender. Não é uma questão de tradução. Sentimentos não se traduzem em palavras, e você nem fala a minha língua...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sweethurt

His eyes were lost when my eyes found him. There, waiting for the elevator, he was so beautiful that hurt me. I couldn't be more sad about the great probability of not seeing him again, about the possibility of never been noticed. But probabilities are misunderstood and do not reflect fate. Defying the reality I created for us, we met again. I didn't take too much to realize that a fire was ignited between us. We both were burning so explosive was the attraction. And before melting completely, I took his picture afraid I wouldn't see him again and declared to myself that I had felt in love . I analyzed his picture over and over again, all the angles, the colors, the shapes, the details. It was almost impossible to stop looking at it. It was unacceptable not to create a new reality for us. It was painful not to be able to deny that he made me smile every time I thought about us. He lies to me, and I know it. And the best part of it is that he knows that I know. But we don't talk about it, we just accept it. He makes me shiver and he knows this is been challenging to me. But we don't look for reasons, we both have fears. He can't be mine and he knows I wish he was. But we don't make promises, we let it be. Because I am his little doll, the one he plays whenever he wants, but because he wants. He gives meaning to the few seconds we spend together. And I love that he is wild, intense, indomitable, free. And I might be just one more for him, but he is my only and unique sweethurt.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Quando o amor não acontece

Quando o amor não acontece
A gente chora e entristece
E sente raiva
E quebra promessas
E enlouquece

As vezes o amor não acontece
E as juras feitas perdem o sentido
As fotos românticas empalidecem
E a gente acha que não o merece
E a gente se culpa e culpa e não desculpa e não se desculpa

Na maioria das vezes o amor não acontece
E tudo bem, a vida segue
Mais cedo mais tarde a gente esquece
A magoa passa
E logo a esperança reaparece

(Pois o amor é coisa rara
Não se vê aqui e acolá, espalhado em todo lugar
E não adianta se forçar
O amor tem vontade própria
Ele simplesmente acontece
Sem aviso prévio
Sem dar pistas
Sem pedir permissão
As vezes basta um olhar
Na maiorias das vezes não se sabe a razão
Pois é o amor que escolhe a gente
O oposto é ilusão)

O amor não aconteceu pra nós dois
Não desta vez
Não reciprocamente
E amor não se aprende, se pede ou se prende
Amor a gente sente

E quando o amor não acontece
Não há muito o que fazer
Não há porquê em insistir
O melhor é ir embora
E abrir espaço pra quem sabe um dia ele possa existir



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Running in circles

And here I am, confused. Repeating the same mistake again, the same old story, the same vicious cycle. A story of rejection, intimidation, and indignation. A story where the ego speaks loud and the unconscious yell at me, driving me to a situation I have been before. A situation that only hurts me and spread the sorrow and pain around. I haven't desired any of this fate. I never wish to be put in such a contradiction again. I haven't even been trying to manipulate the future. But things happens. They just happen, and I do believe in destiny. How else could I explain what happened? I knew this was trouble at first sight. He knew it back on the second one. I tried to avoid it. We had been hiding from each other for a long time since we met. It was so many excuses that I really thought he had given up. And I can't deny that I felt sorry. But it seems that when it's over it starts again. And this time, the timing was perfect. My heart was broken, hope was falling apart, and the only thing I wanted was to run away. That was when life came to test me. The invitation was filled with cruel intentions. There was nothing to read in between lines. The message was clear and well written: trouble! I knew I should say no. He expected a no. And despite that, I said yes. I said yes. An "I do" that was just a matter of time, as we both agreed later, when our bodies were sweat, our skin shared the same smell, and our individual picture couldn't be distinguished. An ambiguous feeling dominated my soul. Half of me feels weak on not being able to resist to it. The other half feels brave for going for it. I always had a crush on bad guys. And that is because deep inside I'm a really bad girl. I see sweetness into their eyes when everyone else sees madness. I see fragility on their behavior when everyone else sees rebelliousness. I find romance in their words when everyone else hears hate. He touched me inside, and I'm scared. I'm scared because he is a bad guy, the wrong guy, the one who can break me down, as they are gonna say. But I'm tired as well. I'm tired of denying this primal feeling. I'm tired of choosing the good guy and getting hurt anyway. I'm tired of being with the right guy and making everything else wrong. And I have no idea to where future is gonna lead me; I just hope not to keep running around in circles. 



quarta-feira, 13 de julho de 2016

De ninguém

Eu não era de ninguém
Tão pouco poderia ser sua também
Não me possue aquele que pensa que me tem
Tão pouco me tem aquele que não pode me possuir

Foi todo seu aquilo que te dei
Foi seu e só seu
Que não o dividi com mais ninguém
Nem ninguém mais o quis

Eras dono das minhas fantasias
Do amor calado e reprovado
Da angústia entre o certo e o errado
Da tristeza por ter me abandonado

Eu, tão somente, não lhe seria suficiente
Querias mais que o corpo
Mais que a mente
Nem sabias o que queria exatamente

E eu, que não me dou, lhe entreguei tudo o que quis
Quis paixão, o amei
Quis que fosse inesquecivel, o marquei
Quis o melhor de mim, o pior lhe dei também


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nao me lembrei

Pela primeira vez em 26 anos nao me lembrei. Aquela data tao especial, que mudara toda a minha vida e sua perspectiva passou batida. O porque. Nao sei. Estava leve, e os dias passaram-se com naturalidade. Nem depressa. Nem devagar.
Pensei nele aguns dias antes da data que se aproximava. Lembrei-me dele alguns dias depois, ja passada a data. Nao me senti culpada.
Simplesmente nao me lembrei.
Tao pouco me esqueci.





sexta-feira, 13 de maio de 2016

Um gole de café

Não era o meu país, não era a minha língua, não eram os meus amigos, não era o planejado. Eu estava sozinha e amendrotada. Estava me agarrando a qualquer oi mais caloroso e puxando-o para mim, como se qualquer estranho pudesse se tornar um familiar e me dar forças. Não podem. Nem um, menos ainda o outro.
Faltavam ainda 30 minutos pro onibus chegar. Meu estomago estava a roncar. De medo, de ansiedade, de fome.
No banco ao lado um norueguês a ler o seu livro sobre Kafka. Do meu outro lado um polaco comendo banana verde. Ao meu redor cidadões do mundo se misturavam com os Ticos, destacando-os na pequena multidão. E eu, brasileira, estava alí me sentindo nem parte nem à parte.
Atravessei a rua e pedi um café. Com duas colheres de açucar por favor, que assim acostumou-me minha mãe. Tráz também um croissant com manteiga pra acompanhar, que a viagem de La Fortuna até Nosara vai ser longa.
Sentei-me na mesa ao lado do balcão, de frente para os doces. Era um típica padaria de cidade de interior. Enquanto esperava pelo pedido a solidão se fazia ensurdecedora ao questionar o que estava eu fazendo alí. O que fora eu buscar lá que não encontrava em nenhum outro lugar. Tentanva me desviar daquele pensamento, mas não conseguia. Cada estrangeiro que parava eu perguntava: Vai pra Nosara. E esperava  ouvir  de volta, como uma criança espera a provação do mestre: Sim, quer compania. Não ouvi.
Demorou 15 minutos pro café chegar. Pontualmente, de acordo com o Tico time. Estava morno, do jeito que gosto. Tomei o primeiro gole, como se bebesse da poção da solidão eterna. Sei que não mata, mas é amarga que só.
E entre meus devaneios e receios, olhei de relance para os doces novamente. Me deparei com a minha imagem refletida no espelho da vitrine. Não estava distorcida como esperava. E novamente a solidão falou, agora mudando o seu tom: sinceramente, não vejo diferença nenhuma entre o que vejo agora e o que via antes. É a mesma ainda. O que você quer dizer com isso. Que sua condição não mudou. Mudou o pais, mudou a língua, mudou as pessoas, mudou os planos, mas você sempre tomou o seu café sozinha. Olhei no fundos dos olhos do meu reflexo na vitrine de doces, procurando ali alguma negação ao que acabava de ouvir. Não foi o que vi. Vi olhos doces, serenos, a espera do próximo gole.
Bebi-o.
Foi o mais doce e suave trago dos últimos anos.
Em seguida a solidão pousou suas mãos levemente sobre a minha cabeça e sussurou em meus ouvidos: a gente sempre fez compania uma à outra e sempre se bastou.
O último gole de café foi degustado na presença de mim mesma, sem pressa, sem aflição, sem revelia, sem terror.
Foi um gole de café só.
Foi um gole de café, só.
Foi um gole de café à sós.
Foi um gole de café...
Fui sempre só.




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pensamentos soltos numa mente presa - 23

"Your beliefs become your thoughts. Your thoughts become your words. Your words become your actions. Your actions become your habits. Your habits become your values. Your values become your destiny."
-Mahatma Ghandi

domingo, 20 de março de 2016

Nosara

That green eyes
That sweet smile
That place full of life

That sea behind
That kind of mind
That profound inside

I came here all alone
I felt I was at home
And I miss you

I came here without hope
I found myself strong
When I kiss you

That friendly Hola
That moonset and stars
That colors in the sky

That peace  in the air
That feeling everywhere
That happiness you dare

Cause people comes and goes
I don't want to hold on
But I miss you

Cause I came here to be free
To find more about me
I wanna kiss you

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

BOUNDARIES

devagar
sem pressa
você começa a expirar
vai soltando todo o ar que prendeu
não solta logo de uma vez
apenas deixa fluir
como se possuísse uma fonte infinita do mesmo dentro de si
não como antes,
agora você se da conta dele
você presta atenção nos músculos que ele movimenta
nas sensações
nas emoções que provoca
onde o ar flui mais?
onde o ar fica preso?
por onde ele não passa?
você se questiona o porquê do que sente
enquanto isso o ar vai se esvaindo
não se pode reverter o processo até que ele se acabe por todo
e de repente,
quando se da conta,
o ar acabou
e a cabeça dói
e os pulmões gritam
e seu corpo entra em pane
na ânsia de obter mais ar
não um pouco mais,
muito mais,
mais do que tinha antes,
todo o ar
suas veias saltam
e antes o que era imperceptível,
quase que invisível,
torna-se nítido
e todo mundo vê
preciso de ar,
preciso respirar,
preciso de mais espaço,
preciso me soltar
e você fica ali,
no limiar entre a morte
e um golpe de ar
um mero suspiro seria suficiente pra te salvar
e então se da conta de que você tem boundaries
e que atravessá-las não é sutil
como antes acreditava
você pode se aproximar delas gradualmente
ou de supetão,
conforme a sua natureza mandar,
mas é uma boundary
e isso te limita
te impõe mudança
exige que faça algo
que tome uma decisão
e você não tem como
esticá-la
suavizá-lá
movê-la
ou mesmo retirá-la
se não se der conta dela
e foi ali,
no desespero por inspirar,
que tomei a mais sabia decisão
(ao que se consta ate então)
não me desesperei
(pela primeira vez)
simplesmente abri as narinas
e pouco a pouco deixei o ar entrar,
da mesma forma que o deixei sair,
suavemente
queria ver o quanto aquela terrível sensação iria durar
como ela evoluiria do estado de súbito desejo
para o estado de satisfação
alcançando ainda o estado de estar farto de tanto amAR.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

A despedida

Última noite antes da partida
Se vai voltar?
Não se sabe
O destino é quem dirá
Tem passagem de volta?
Isso tem
Mas nunca se sabe
Quem está só de passagem
E quem chegou para ficar
Nos encontramos para nos despedir
Não tínhamos nada planejado
Nunca houve planos para nós
A despedida por sí só surpreendeu
Não tivemos a última transa
Nem a última noite juntos
Nem juras, nem lágrimas
Nem saudades...
Fomos alí pro bar da esquina mesmo
Falamos sobre a vida
Em seu contexto mais geral
Sobre o aqui e agora
Sem nos remeter ao passado
Nem nos projetar no futuro
Não teve nem a segunda rodada
O tempo estava curto
O cansaço acumulado
Mas teve espaço para dar tchau
No final um simples beijo
E um até mais
Mesmo incertos de que haverá mais
Não trocamos outros meios de contacto
Porque eu prefiro lidar com fatos
Hipotetizar o que poderia ser
Não faz parte do meu viver
Ele vai
E eu não sei se volta
Mas nada disso importa
Quando o que se teve foi bom enquanto durou

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Pensamentos soltos numa mente presa - 22

What really makes difference in life is not what you know about it, but what you do not know about it.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Quando a expectativa sai de cena, o destino chega para brincar com suas linhas tortas. Eles se encontraram quando nenhum dos dois já esperava mais nada. Era o final da festa, meio da pista de dança. Probabilidade mínima, diversão máxima.
Eles trocaram telefone e não beijos, como era o esperado dessa história. E sabe, ainda bem que isso aconteceu. A gente romantiza demais o encontro de dois desconhecidos dispostos a se conhecerem melhor. Se rolasse beijo, poderia rolar expectativa. Se rolasse sexo, poderia rolar promessas em vão. Ainda bem que rolou uma troca de telefone sutil. Um nome errado seguido do número certo. Ela trocou a ordem das coisas. Talvez fossem aquelas doses extras de uísque.
Foram embora para lados destintos, tomaram o café de manhã do domingo em suas padarias preferidas com amigos queridos. A vida seguiu o rumo que tinha que seguir. Um encontro sutil, numa festa de arromba. Naquele mesmo domingo, depois de algumas horas de descanso, uma mensagem desconhecida. Uma leve lembrança. Um sorriso. Mesmo quando a gente já não espera nada, a vida surpreende.
Talvez fosse aquela nova chance que ela havia pedido em suas orações. Talvez fosse só a vida brincando de deixar ela feliz em pleno domingo. Lição dada é lição aprendida: nunca duvide do destino. Ele não vem carregado de expectativa, mas traz dentro da mochila novidades para serem bem vividas.
E talvez seja dessa maneira sutil que a vida chega trazendo boas surpresas. A gente tem essa maneira besta de achar aquilo que estamos procurando, quando na verdade, tudo aquilo que chega sutilmente acaba sendo algo de muito mais valor. Tipo aquela sensação de achar uma nota de 2 reais no bolso da calça, boba, mas tão feliz.
Deixe a vida te levar, menina. Aprenda com as sutilezas.



Dona Oncinha Pintada
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sábado, 26 de setembro de 2015

Pensamentos soltos numa mente presa - 19

"A paz é uma conquista obtida por meio da resolução de divergências e não uma ausência de conflitos."

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Happy Pills

I was disillusioned
With my  bare feet on the ground
There was no happiness or love
Through the horizon I was looking for
When saw you there
Smiling at me

And I must to confess
I hated you at first time
I couldn't barely listen to your voice
But then you offered me happy pills
The first trial was for free
As it is suppose to be

The feeling was so good
I forgot to remember it was just a pill
I put the reason aside
And asked for another one
And another
And another...

You got me addicted
You fooled on me
You played with the illusion I created
Under the effect of those happy pills
You made me believe that
They were for real

And you kept offering more and more
Even when I didn't ask for
But them you run out of them
And as coward
You've been hiding of me
Since then

I know you can not look into to my eyes
And see the happiness is still there
I know you couldn't stand to realize
I never really needed your happy pills
I know that you know
You are not a man for real!