sábado, 20 de abril de 2013

Eu vou, por que não?

Você vai morrer!
E você até pode escolher como
Ou quando
Mas não necessariamente vai dar certo
Você não tem controle sobre isso
E certamente,
Eu te garanto,
Você vai morrer.

A vida?
Ela segue...
Você também pode decidir
Se simplesmente vai seguir,
Se será seguido,
Ou caminhará sozinho
E cuidado,
Imprevistos acontecem
Você pode mirar uma vida reta
E, de repente,
Percebê-la sinuosa.

O impossível!
Este sempre existirá
Enquanto houver covardes
E não confunda covardia
Com precaução
Pois, apesar de sutil,
Esta é a linha que separa
O homem do cão.

Loucura,
Insanidade,
Perda das faculdades mentais
O ingrediente necessário
Que, na medida certa,
Completam a receita do Sonho Realizado.
Fé!

Por Elita de Abreu.

domingo, 14 de abril de 2013

Música Neuquina



Era só mais um grão de areia perdida,
Sem significado,
Sem vida,
E uma longa história a contar.
Vento,
Frio,
Inundações,
Trangressões.
A dorsal,
Já ferida,
O chão movia,
Cada vez que gemia.
O Pacífico,
Turbulento,
Ia e vinha
Para acomodar as feridas
Trazia consigo,
Salmoura e muita vida
Mas a Natureza é feminina,
Negou a ajuda vinda,
Rompeu os laços
E seguiu sua rotina.
Ao som da nova bossa,
A nota deixada era Muerta,
A aridez que apontava
Parecia certa.
O vento criterioso,
O rio caudaloso,
O vai e vem das marés,
Uma nova história estava de pé.
E era tão rica,
E tão viva,
Com diferentes personagens,
E diferentes paisagens,
Estelas do mar,
Conchinhas,
Cristais,
A morte em posição de vida.
Um novo ciclo,
Milhões de anos pra contar
Um grão de areia pequenino,
Seu caminho estava a trilhar.

Por Elita de Abreu.

Flechada



Quando algo diferente acontece
Algo que há muito se tinha perdido
Que se fora com a fé
E se acomodara com o dia a dia
Quando você bate os olhos
E sente que há algo diferente
E tudo aquilo mexe com o seu íntimo
Com sentimentos perdidos
Com sonhos esquecidos
Quando você se sente novamente uma criança
Redescobrindo a vida
Um adolescente que sabe que a vida é pra ser vivida 
Um adulto com medo das feridas
Um velho sem saída
E te bate uma vontade ensurdecedora de ser mais você
De não olhar pra trás,
Pros lados,
Se quer pra frente,
Só para aquilo que está a sua frente
De repente,
Alí,
Na sua frente,
Inesperadamente,
Confundindo os sentidos,
O significado de um sorriso,
Um coração abatido.
E a coragem se esvai,
E vem,
E vai
E você se vai,
Com gostinho de quero mais,
Nada mais.

Por Elita de Abreu.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A caminho da volta.

Ontem do nada essa música me veio à cabeça.
Não sei bem ao certo se realmente foi do nada ou se tem a ver com todo um processo...
O fato é q eu adorava essa música na minha adolescência e sempre me senti encaixada nela.
Acho q estou voltando às minhas origens, ao meu eu interior.
E pra arrematar, uma, ou melhor, duas dessas coincidências (ou não) da vida. Hj recebi dois emails de duas pessoas muito queridas.
O conteúdo de um deles me faz dedicar essas música a ele, pois ao se  descrever, parecia muito q tb andava ouvindo esse som...
O outro, bem, o outro me descreveu, e quase que rescreveu a música...
Essa música é para nós três e todos os outros q se sentirem encaixados nela.
Bjos.

PS: quem quiser ouví-lá essa é a versão q mais gosto, até pelo clip... (http://youtu.be/pp95olCn3lY)

CREEP - Radiohed

When you were here before,
Couldn't look you in the eye.
You're just like an angel,
Your skin makes me cry.


You float like a feather,
In a beautiful world
I wish I was special,
You're so fucking special.


But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.


I don't care if it hurts,
I wanna have control.
I want a perfect body,
I want a perfect soul.


I want you to notice,
When I'm not around.
You're so fucking special,
I wish I was special.


But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here


She's running out again,
She's running,
She run, run, run, run, run.


Whatever makes you happy,
Whatever you want.
You're so fucking special,
I wish I was special,


But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here,
I don't belong here.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Perdão



Perdoa-me se entrei sem bater
E ali fiquei pra te conhecer
Perdoa-me se fí-lo sorrir
Não zombei do teu rir
Perdoa-me se mudei sua vida
Não a sabia tão sofrida
Perdoa-me pelo mal que te fiz
Desde sempre foi seu bem que eu quis
Perdoa-me pela cegueira
Por entrar e sair sorrateira
Perdoa-me pela mágoa causada
E Pelas palavras usadas
Perdoa-me por causar-te dor
Independente da forma, foi por amor
Perdoa-me a cusparada
E toda a lágrima derramada
Perdoa-me por te querer feliz
Pra não me sentir infeliz
Perdoa-me, eu que sou desalmada,
Por querer fazê-lo uma pessoa amada
Perdoa-me por fazê-lo sonhar
E não deixá-lo voar
Perdoa-me por tê-lo descoberto Dolce 
Quando a cena era de foice
Perdoa-me por declamar Édipo
Quando esperavas Lolita
Perdoa-me por colocar um fim
Em tudo aquilo que não foi
Perdoa-me, acima de tudo, por ser assim
E não outrossim
Perdoa-me por te pedir aqui
O perdão que de outro jeito não sei pedir

Por Elita de Abreu.